Tuesday, April 24, 2007
mais um.
tanta a gente a fazer anos que qualquer dia vou ter de mudar o nome deste blog, já que quase mais são os posts dedicados a aniversariantes do que à própria sabrina que dá causa e nome a este blog. quase quase antes de apanhar o avião para Itália, onde vai dar vários concertos este mês de maio, a Sara Tavares lá arranjou um tempito para cantar os parabéns a você a esse select que é sinal de trânsito e o iznogoud aproveita para lhe desejar um bom dia e para lhe dizer que ainda está à espera do chá prometido de ervas e jasmim.
Monday, April 23, 2007
tu...
tu que já saíste de casa sem destino e acabaste em Londres, tu que nunca farias nada que alterasse a tua natureza, tu que gostas do genuíno folclore português, tu que achas que dificilmente Portugal chegará a uma final com as actuais regras do ESC, tu que gostas do distrito de Leiria, tu que sempre odiaste físico-química, tu que gostas das Viagens Na Minha Terra, tu que gostas de éclairs, tu que fizeste sexo num avião a caminho de Tenerife, tu que bebes Johnny Logan, tu que te delicias com trufas, tu que medes 1,84m, tu... tu... a notícia hoje és TU. o repórter sou eu. PARABÉNS.
Friday, April 20, 2007
amar
devo de estar louco, ou talvez seja o resultado de estar a trabalhar que nem um cão, numa maratona de dezoito horas seguidas, e ainda faltam duas para terminar e daqui a dez horas volto a entrar e são mais oito horas. de qualquer forma, para quem não saiba, Carlos Drummond de Andrade é o meu poeta brasileiro preferido, um génio, porque só um génio pode fazer coisas assim
AMAR
Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
AMAR
Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
para o rato.
Como Iznogoud não é só ódio, vá-se lá saber como isto é possível, aproveita-se este espaço para parabenizar um amigo que nunca vi, não imaginário, sim real, amigo que nunca vi, mas que posso chamar de amigo, porque há pessoas que mesmo sem nunca as termos visto, sem nunca termos sequer trocado umas palavras, conseguimos adivinhar o seu interior e ver para além do invisível, com uma claravidência que às vezes nos impressiona a nós próprios. Sim, rato, és tu, não o da estação de metro da linha amarela, ou será azul, não sei, ando cada vez menos de metro. Rato, não aquele que rói a garrafa de rum do rei da Rússia, e muito menos aquele que é herói da Disney, desse mundo cruel e burguês inventado para reproduzir o ideário do sonho americano. (agora lembrei-me do Mattelart - acho que é assim que escreve - e do seu livro, que se não estou em erro se chama Para Ler o Pato Donald). Anyway, ratos há muitos, seja na sarjeta, ou nos vãos de prédios abandonados, ruínas por onde passo e onde vejo muito da nossa condição. Ratos e ratas, sim senhor. O feminino também é digno de ser utilizado, e eu conheço uma pessoa que teve uma fase em que andava sempre com a rata na boca, não o animal, coisa nojenta, não o sexo femino, se algumas mentes o pensaram, mas a palavra apenas. As palavras que como alguém escreveu são pedras e esta é uma grande lição. Rato que em francês é rata, coisa estranha, muda-se o género assim, sem pensar naquilo que as pessoas possam pensar, se algumas vão ficar ofendidas ou não, isso também não interessa, a gramática de uma língua tem destas coisas, algumas têm explicação, outras nem por isso, mas isso também não é o importante. Porque o importante é o rato e o rato é que é importante pelo menos para mim e por isso eu lhe desejo mais ainda do que aquilo que desejo para mim. Tanti Auguri A Te.
Monday, April 16, 2007
Anonymous gosto dos de Andorra
Parece que os presságios de um certo rato que muito estimo, ou de um alentejano que gosta do Notre Dame de Paris, ou de um jacinto que não é flor mas uma pessoa inteligente estavam correctos. Deixa o pessoal lá do forum saber disto que estás fodido. Fodido não estou, ainda que tenha vontade de foder alguém, mas agora não posso, porque estou no meu local de trabalho e há câmaras e assim e não convém lá muito.
Passemos à frente. No meu blog, que é meu e dedicado às pessoas que odeiam a Sabrina, como num certo momento já tive oportunidade de explicar, é meu e de mais ninguém. Claro que quem quiser pode lê-lo, ainda que eu o pudesse ter tornado confidencial e só aberto a quem eu quisesse, mas como eu me estou a cagar para o que os outros pensam de mim, coisas boas, já se viu, não são, deixei-o aberto a quem quer que fosse e nesse sentido pertence a quem o quiser. Certamente que haverá quem preferia nunca ter lido uma linha que fosse (como eu gostaria de nunca ter ouvido a canção da Sabrina), mas também sei que há quem leia aquilo que escrevo com um certo deleite. E são essas pessoas que me dão o estímulo necessário para continuar a minha cruzada numa blogosfera que não domino, mas onde me dá prazer navegar.
Gosto de dizer o que acho, ainda que algumas pessoas fiquem chocadas com aquilo que lêem. Temos pena. Há pessoas que não gostam da Bela e do Mestre, mas também há fãs do programa, que o colocam semana após semana no top dos programas mais vistos da televisão portuguesa. Se e o meu blog se chamasse eu-amo-a-sabrina, seria diferente? Acredito que as pessoas que desprezam as linhas que escrevo (e será que não me desprezam a mim) passassem a dizer maravilhas. Que era uma coisa muito boa. Que era fantástico para relançar o nome de Portugal na Eurovisão. Que era motivo de orgulho nacional. Certamente que seria notícia de destaque como foi a criação do hi5 e do site de apoio à Sabrina no site do escportugal. Se calhar até era noticiado no oikotimes, onde se publica qualquer coisa que se relacione com Portugal e a Eurovisão. Mas como a linha deste blogue é precisamente a inversa, então eu assumo o papel de anti-herói, motivo certamente de vergonha nacional.
E pronto, li no escportugal que a melhor coisa a fazer é mesmo igorar. Que o façam essas pessoas, que não odeiam a Sabrina, mas que me odeiam certamente a mim. Que me deixem neste espaço livremente escrever o que sinto pela canção e pela cantora de Portugal deste ano, já que no fórum do escportugal escrever o que aqui escrevo não é possível. (dissertação sobre a censura no escportugal será um tópico futuro) Não me importo nada que haja pessoas que me odeiem. Ou que me desprezem. Ou que me ignorem. Ou que me mandem para o caralho. É legítimo que haja pessoas que sintam isso por mim. Eu também o sinto por algumas pessoas. No meu mundo, o politicamente correcto é muitas vezes sinónimo de hipocrisia e eu gosto de pessoas que se mantêm fiéis àquilo que defendem e em que acreditam. Apesar de ter sido crucificado pela maioria da população, eu achei genial quando o Carrilho não estendeu a mão ao Carmona e lhe virou as costas. Há quem diga que por causa disso perdeu as eleições, e que um político não pode fazer uma coisa dessas. Eu vi no gesto do Carrilho um acto de fidelidade às suas convicções. Gosto de quem defende com paixão aquilo em que acredita. Fez-me pensar que nem todos os políticos são hipócritas.
Bem, este post para dizer que os sapientes conselhos que foram deixados aos foristas do escportugal para que ignorassem o meu blog não foram seguidos. Pois. E tal como depois de eu ter referido no escportugal, aqui há tempos, a existência do blog da pipoca, houve quem lá fosse deixar o seu veneno, também no meu blog, três comentários já surgiram: um dizia que eu devia de ser mais comedido; outro dizia que eu era um palhaço com dor de cotovelo e um terceiro referia que tristeza! Que tristeza! É precisamente o comentário que eu faço a estes três comentários, não só por serem anónimos, e eu anonymous só gosto dos de Andorra e por isso é que não autorizo que fiquem publicados. Que os próximos comentários venham assinados com os nicknames que usam no escportugal, para que nos possamos entender melhor. Se tiverem tomates para isso.
Passemos à frente. No meu blog, que é meu e dedicado às pessoas que odeiam a Sabrina, como num certo momento já tive oportunidade de explicar, é meu e de mais ninguém. Claro que quem quiser pode lê-lo, ainda que eu o pudesse ter tornado confidencial e só aberto a quem eu quisesse, mas como eu me estou a cagar para o que os outros pensam de mim, coisas boas, já se viu, não são, deixei-o aberto a quem quer que fosse e nesse sentido pertence a quem o quiser. Certamente que haverá quem preferia nunca ter lido uma linha que fosse (como eu gostaria de nunca ter ouvido a canção da Sabrina), mas também sei que há quem leia aquilo que escrevo com um certo deleite. E são essas pessoas que me dão o estímulo necessário para continuar a minha cruzada numa blogosfera que não domino, mas onde me dá prazer navegar.
Gosto de dizer o que acho, ainda que algumas pessoas fiquem chocadas com aquilo que lêem. Temos pena. Há pessoas que não gostam da Bela e do Mestre, mas também há fãs do programa, que o colocam semana após semana no top dos programas mais vistos da televisão portuguesa. Se e o meu blog se chamasse eu-amo-a-sabrina, seria diferente? Acredito que as pessoas que desprezam as linhas que escrevo (e será que não me desprezam a mim) passassem a dizer maravilhas. Que era uma coisa muito boa. Que era fantástico para relançar o nome de Portugal na Eurovisão. Que era motivo de orgulho nacional. Certamente que seria notícia de destaque como foi a criação do hi5 e do site de apoio à Sabrina no site do escportugal. Se calhar até era noticiado no oikotimes, onde se publica qualquer coisa que se relacione com Portugal e a Eurovisão. Mas como a linha deste blogue é precisamente a inversa, então eu assumo o papel de anti-herói, motivo certamente de vergonha nacional.
E pronto, li no escportugal que a melhor coisa a fazer é mesmo igorar. Que o façam essas pessoas, que não odeiam a Sabrina, mas que me odeiam certamente a mim. Que me deixem neste espaço livremente escrever o que sinto pela canção e pela cantora de Portugal deste ano, já que no fórum do escportugal escrever o que aqui escrevo não é possível. (dissertação sobre a censura no escportugal será um tópico futuro) Não me importo nada que haja pessoas que me odeiem. Ou que me desprezem. Ou que me ignorem. Ou que me mandem para o caralho. É legítimo que haja pessoas que sintam isso por mim. Eu também o sinto por algumas pessoas. No meu mundo, o politicamente correcto é muitas vezes sinónimo de hipocrisia e eu gosto de pessoas que se mantêm fiéis àquilo que defendem e em que acreditam. Apesar de ter sido crucificado pela maioria da população, eu achei genial quando o Carrilho não estendeu a mão ao Carmona e lhe virou as costas. Há quem diga que por causa disso perdeu as eleições, e que um político não pode fazer uma coisa dessas. Eu vi no gesto do Carrilho um acto de fidelidade às suas convicções. Gosto de quem defende com paixão aquilo em que acredita. Fez-me pensar que nem todos os políticos são hipócritas.
Bem, este post para dizer que os sapientes conselhos que foram deixados aos foristas do escportugal para que ignorassem o meu blog não foram seguidos. Pois. E tal como depois de eu ter referido no escportugal, aqui há tempos, a existência do blog da pipoca, houve quem lá fosse deixar o seu veneno, também no meu blog, três comentários já surgiram: um dizia que eu devia de ser mais comedido; outro dizia que eu era um palhaço com dor de cotovelo e um terceiro referia que tristeza! Que tristeza! É precisamente o comentário que eu faço a estes três comentários, não só por serem anónimos, e eu anonymous só gosto dos de Andorra e por isso é que não autorizo que fiquem publicados. Que os próximos comentários venham assinados com os nicknames que usam no escportugal, para que nos possamos entender melhor. Se tiverem tomates para isso.
ainda o ódio à Sabrina
Lembro-me de ter lido algures, aqui há uns anos, que uma actriz brasileira depois de ter sido ofendida pelas pessoas na rua, chegou mesmo a ser agredida por algumas pessoas, seguidoras acérrimas da novela em que participava e que resolveram, pelas próprias mãos, dar o devido castigo à personagem maléfica que ela representava na novela. Violência é sempre condenável, mas confundir uma pessoa com um papel que representa é uma atitude de quem não consegue estabelecer uma diferença entre ficção e realidade, o que é frequente, ainda nos dias que correm, e revelador do fracasso das políticas de educação audiovisual.
Pobre actriz que sofreu na pele as consequências dos actos da sua personagem, mas pobres pessoas, essas que acreditam fielmente que aquilo que vêem na televisão corresponde à realidade. Sempre foi assim. Sempre houve pessoas que acreditaram em tudo aquilo que viram ou leram. Madame Bovary não morreu e engana-se quem o pensou. Adoro a complexidade desta personagem de Flaubert, e até me identifico com ela, já que para mim a leitura também é um dos melhores prazeres e só quem nunca passou horas a devorar páginas de um livro em silêncio é que não consegue nutrir simpatia por ela. E era incondicional o amor que Emma nutria para com a literatura, tão forte que a conduziu à morte.
Emma amava as personagens dos romances que tinha lido, às escondidas no convento que frequentou, e que ganharam vida na sua imaginação. Charles, o seu marido, e o mundo onde estava inserida não a satisfaziam, porque não correspondiam à realidade sonhada dos livros. Nos romances tudo era tão perfeito, tão romanticamente belo, e a realidade era tão crua e cinzenta. No mundo real não existiam príncipes encantados montados a cavalo, em noites de luar, dispostos a tudo para resgatar a princesa que vivia no seu coração. Pobre Emma, vítima da literatura que amou. Como Daniel Pennac mais tarde escreveria, um dos direitos inalienáveis do leitor é o direito de amar as personagens de um livro. Era o direito de Emma. Mísera condição a de quem vive apenas a vida sonhada dos livros.
Como Emma, a Sabrina, ou a Dulce Pontes, ou a Kasia Kowalska, ou os Abba. Os artistas eurovisivos ganham vida no grande romance aberto que é o Festival da Eurovisão. Um romance onde há personagens que vencem e outras que perdem. Um romance onde há canções de amor e desamor, onde há cantores que despotelam simpatias, outros admiração, mas também rendição e total devoção. O que está em causa não é a pessoa (real) dos intérpretes. A partir do momento em que se tornam eurovisivos, os cantores ganham vida para os seguidores do espectáculo. Como um papel representado numa novela, ou num livro, os cantores eurovisivos são personagens, que os fãs vão amar ou odiar (ou não gostar de, que para mim é a mesma coisa, embora prefira o verbo odiar, por ser mais expressivo no que se refere a sentimentos nutridos por alguém). O alvo dos sentimentos é sempre a personagem - essa máscara que nos é dada conhecer, mas que não é a vida real dos cantores. E a essas personagens colamos rótulos, sejam positivos ou negativos.
O que quero com isto dizer, é que a mim, enquanto autor deste blog, não me interessa nada a Teresa, mas sim a Sabrina. Não me interessa a pessoa que se esconde por detrás da cantora, mas sim a personagem inventada para ir à eurovisão. Essa Sabrina pela qual nutro ódio, sim, é verdade, mas um ódio pela cantora (que me é dada a conhecer) e não à pessoa em questão (que não conheço). A Sabrina, como o Rui Bandeira podem ser pessoas fantásticas, simpáticas, maravilhosas, podem ser tudo o que quiserem e o que não quiserem nas suas vidas privadas. Eu não privo com eles, não conheço a realidade por detrás das aparências. Para mim, enquanto fã, o que me interessa são as realidades fingidas. Odeio a Sabrina mas amo a Kasia Kowalska, que é, no meu imaginário, a mulher perfeita. E sem nunca a ter conhecido. Também amo a Emma Bovary e não nutro grande simpatia pelo seu marido Charles, ainda que aceite que muita gente tenha uma opinião divergente. Agora, o que não aceito é que me obriguem a amar o Charles, só porque a maioria também o ama. Eu não sou a maioria. Como diria Evriki, eu também sou um ser humano e tenho o direito de amar quem eu quiser, e de odiar quem eu quiser também, seja na vida real, ou num mundo onírico, que é aquele onde pairam e por onde vagueiam os artistas que já pisaram a Eurovisão.
Pobre actriz que sofreu na pele as consequências dos actos da sua personagem, mas pobres pessoas, essas que acreditam fielmente que aquilo que vêem na televisão corresponde à realidade. Sempre foi assim. Sempre houve pessoas que acreditaram em tudo aquilo que viram ou leram. Madame Bovary não morreu e engana-se quem o pensou. Adoro a complexidade desta personagem de Flaubert, e até me identifico com ela, já que para mim a leitura também é um dos melhores prazeres e só quem nunca passou horas a devorar páginas de um livro em silêncio é que não consegue nutrir simpatia por ela. E era incondicional o amor que Emma nutria para com a literatura, tão forte que a conduziu à morte.
Emma amava as personagens dos romances que tinha lido, às escondidas no convento que frequentou, e que ganharam vida na sua imaginação. Charles, o seu marido, e o mundo onde estava inserida não a satisfaziam, porque não correspondiam à realidade sonhada dos livros. Nos romances tudo era tão perfeito, tão romanticamente belo, e a realidade era tão crua e cinzenta. No mundo real não existiam príncipes encantados montados a cavalo, em noites de luar, dispostos a tudo para resgatar a princesa que vivia no seu coração. Pobre Emma, vítima da literatura que amou. Como Daniel Pennac mais tarde escreveria, um dos direitos inalienáveis do leitor é o direito de amar as personagens de um livro. Era o direito de Emma. Mísera condição a de quem vive apenas a vida sonhada dos livros.
Como Emma, a Sabrina, ou a Dulce Pontes, ou a Kasia Kowalska, ou os Abba. Os artistas eurovisivos ganham vida no grande romance aberto que é o Festival da Eurovisão. Um romance onde há personagens que vencem e outras que perdem. Um romance onde há canções de amor e desamor, onde há cantores que despotelam simpatias, outros admiração, mas também rendição e total devoção. O que está em causa não é a pessoa (real) dos intérpretes. A partir do momento em que se tornam eurovisivos, os cantores ganham vida para os seguidores do espectáculo. Como um papel representado numa novela, ou num livro, os cantores eurovisivos são personagens, que os fãs vão amar ou odiar (ou não gostar de, que para mim é a mesma coisa, embora prefira o verbo odiar, por ser mais expressivo no que se refere a sentimentos nutridos por alguém). O alvo dos sentimentos é sempre a personagem - essa máscara que nos é dada conhecer, mas que não é a vida real dos cantores. E a essas personagens colamos rótulos, sejam positivos ou negativos.
O que quero com isto dizer, é que a mim, enquanto autor deste blog, não me interessa nada a Teresa, mas sim a Sabrina. Não me interessa a pessoa que se esconde por detrás da cantora, mas sim a personagem inventada para ir à eurovisão. Essa Sabrina pela qual nutro ódio, sim, é verdade, mas um ódio pela cantora (que me é dada a conhecer) e não à pessoa em questão (que não conheço). A Sabrina, como o Rui Bandeira podem ser pessoas fantásticas, simpáticas, maravilhosas, podem ser tudo o que quiserem e o que não quiserem nas suas vidas privadas. Eu não privo com eles, não conheço a realidade por detrás das aparências. Para mim, enquanto fã, o que me interessa são as realidades fingidas. Odeio a Sabrina mas amo a Kasia Kowalska, que é, no meu imaginário, a mulher perfeita. E sem nunca a ter conhecido. Também amo a Emma Bovary e não nutro grande simpatia pelo seu marido Charles, ainda que aceite que muita gente tenha uma opinião divergente. Agora, o que não aceito é que me obriguem a amar o Charles, só porque a maioria também o ama. Eu não sou a maioria. Como diria Evriki, eu também sou um ser humano e tenho o direito de amar quem eu quiser, e de odiar quem eu quiser também, seja na vida real, ou num mundo onírico, que é aquele onde pairam e por onde vagueiam os artistas que já pisaram a Eurovisão.
Wednesday, April 11, 2007
retrato I
quantos dias esteve a Sabrina enterrada para ficar assim? o meu gene de necrófilo manda dizer que quando olho para esta fotografia para além de ficar com uma tusa descomunal, abro a braguilha e acaricio-me só parando depois de me vir para cima do olhar de carneiro mal morto desta Sabrina cadavérica.
o CD promocional da Sabrina
Alguém disponível para me oferecer o CD promocional da Sabrina? Li no oiko, este oiko é uma maravilha, e que inveja que tenho desse repórter que escreve as notícias de Portugal, esse Nelson Costa que muito se empenha por apresentar aos escfãs europeus as últimas notícias sobre Portugal, mesmo quando não existem notícias e se escrevam umas linhas para enganar os europeus e para dar uma impressão de que sobre Portugal e artistas portugueses eurovisivos, há sempre muito para se dizer. Esta última notícia, informa que o CD promocional da Sabrina vai ter não uma, não duas, não três, não quatro, mas cinco faixas! UAU! Com um bocadinho mais de sorte ainda lá punham uma outra escondida, com a Sabrina a praticar sexo com o seu mais que tudo jogador de futebol, tipo Severina croata de 2006, ambos a deliciarem-se nos prazeres da carne e demonstrando que mãos não servem só para segurar microfones mas podem levar outras coisas à boca e assim. Bem. Isto sim, podia tornar a coisa mais interessante. E as notícias sobre Portugal mais mediáticas. Se a canção da Sabrina já é má uma vez, então o que esperar de cinco temas? A versão da final nacional, que é a única que conheço e preferia não conhecer, dispenso. A instrumental agrada-me, já que assim posso imaginar que afinal a Sabrina não existe. O remix - ah! deixa-me curioso. remix pimba acho que só conheço aquele da música do Alex Mr Gay que já não era uma criança e tal. A versão em inglês, assinada pelo pimba dos pimbas que está atrás dos maiores sucessos pimba do país, acho que também a vou dispensar. Quero mesmo é ouvir a versão que vai ser apresentada no Festival da Eurovisão, essa com um refrão em 5 línguas, para ver se assim se multiplicam as hipóteses de amealhar mais pontitos. um aqui, outro acolá. outro sabe-se lá de onde. não interessa. o que interessa é que a Sabrina vai cantar em finlandês e só por isso já merece os 12 pontos do país organizador. cá para mim não vai levar nenhum, mas pronto, cada qual tem o que merece. Resta esperar para ver. Quanto a mim, esta Sabrina poliglota não me convence. Tenho cá para mim que esta Sabrina consegue fazer com a língua coisas mais maravilhosas do que brincar ao faz de conta que eu sou muito culta e sei falar outras línguas. A ver vamos.
Sabrina em França? oh la la
Faltam 28 dias para o Festival da Eurovisão e Portugal volta a surpreender com a notícia de que a Sabrina, a grande Sabrina vai fazer uma tour em França (li no oikotimes). Não sei se vai de bicicleta, que já se sabe que no país mais hexagonal da Europa, um tour que preze é de vélo, ou se vai de avion, de Concorde já não, porque acho que já não se fazem viagens de Concorde, mas é pena, porque o nariz da cantora em muito se assemelha ao do aparelho voador gaulês. Mas pronto, a Sabrina vai a França. oh la la. c'est magnifique.
Sabrina, oh la la. (esta frase é para ler lida com accent français, s'il vous plait) Sá-bri-ná ô lá lá. Vai a França a menina Sabrina. E fazer o quê, perguntam vocês? Promover a sua canção, diz o oiko. Promover, junto da comunidade portuguesa de emigrantes, acrescento eu. Portugal uma vez mais à frente dos demais concorrentes. Nada de participações em shows telivisivos, como fazem os cantores dos outros países, Portugal vai promover a sua canção num circuito mais privado do que uma cabine de sex-shop. Sabrina vai actuar não para franceses, mas para emigrantes portugueses.
O que é engraçado na história é que o país onde vai actuar a Sabrina é, talvez aquele de onde mais certos são os votos que iremos receber. A Sabrina não precisava de ir a França para receber votos deste país, mas talvez precisasse de visitar outros países europeus onde as comunidades portugues se mantêm mais discretas. E pronto, a Sá-bri-ná oh la la vai actuar numa discoteca frequentada essencialmente frequentada por portugueses, ou franceses filhos de portugueses e assim vai para junto do seu povo, que é onde se sente bem. Nessa discoteca onde a estrela maior do próximo dia 7 vai ser o grande cantor Nelo Ferreira, a acreditar na programação do site, é lá que a Sabrina vai actuar. Mas que bem. Uma pimba no meio de pimbas, coisa mais bonita não há.
E não é tudo, porque a Sabrina vai dar entrevistas a jornais e rádios. Quase que aposto que uma das rádios que vai entrevistar a Sabrina é a rádio Alfa, essa maravilhosa estação de rádio que leva para os lares franceses os últimos sucessos do Emanuel, da Rebeca e da Tucha. E os jornais? não se deve de tratar do Libération, nem do Le Monde. Não. Acho que há uns fascículos, feito por e para emigrantes tugas em França, que devem de estar interessadíssimos em entrevistar a Sabrina. E que inveja tenho eu. Sim, porque eu também gostava de entrevistar a Sabrina, ainda por cima agora que ela vai a França e vou passar a chamar-lhe Sabrina, oh la la.
Sabrina, oh la la. (esta frase é para ler lida com accent français, s'il vous plait) Sá-bri-ná ô lá lá. Vai a França a menina Sabrina. E fazer o quê, perguntam vocês? Promover a sua canção, diz o oiko. Promover, junto da comunidade portuguesa de emigrantes, acrescento eu. Portugal uma vez mais à frente dos demais concorrentes. Nada de participações em shows telivisivos, como fazem os cantores dos outros países, Portugal vai promover a sua canção num circuito mais privado do que uma cabine de sex-shop. Sabrina vai actuar não para franceses, mas para emigrantes portugueses.
O que é engraçado na história é que o país onde vai actuar a Sabrina é, talvez aquele de onde mais certos são os votos que iremos receber. A Sabrina não precisava de ir a França para receber votos deste país, mas talvez precisasse de visitar outros países europeus onde as comunidades portugues se mantêm mais discretas. E pronto, a Sá-bri-ná oh la la vai actuar numa discoteca frequentada essencialmente frequentada por portugueses, ou franceses filhos de portugueses e assim vai para junto do seu povo, que é onde se sente bem. Nessa discoteca onde a estrela maior do próximo dia 7 vai ser o grande cantor Nelo Ferreira, a acreditar na programação do site, é lá que a Sabrina vai actuar. Mas que bem. Uma pimba no meio de pimbas, coisa mais bonita não há.
E não é tudo, porque a Sabrina vai dar entrevistas a jornais e rádios. Quase que aposto que uma das rádios que vai entrevistar a Sabrina é a rádio Alfa, essa maravilhosa estação de rádio que leva para os lares franceses os últimos sucessos do Emanuel, da Rebeca e da Tucha. E os jornais? não se deve de tratar do Libération, nem do Le Monde. Não. Acho que há uns fascículos, feito por e para emigrantes tugas em França, que devem de estar interessadíssimos em entrevistar a Sabrina. E que inveja tenho eu. Sim, porque eu também gostava de entrevistar a Sabrina, ainda por cima agora que ela vai a França e vou passar a chamar-lhe Sabrina, oh la la.
Wednesday, April 4, 2007
em vez de dançar com a Sabrina, leia um bom livro...
Desde que nascera o miúdo só sabia chorar, de manhã, à tarde e até à noite. Quando mamava e quando não mamava; quando lhe dávamos o biberão e quando não lho dávamos; quando íamos passear com ele e quando não íamos; quando o embalávamos para adormecer, quando lhe dávamos banho, quando lhe mudávamos a fralda, quando saíamos e quando voltávamos para casa. E eu tinha que acabar aquele artigo. Prometera entregá-lo até ao meio. Era uma obrigação para com o meu confrade Rios. E eu cumpro as minhas promessas. E o miúdo chorava, chorava, chorava, E a mãe... Bom, mais vale não falar da mãe. Atirei-o pela janela. Asseguro-lhes que não havia outra solução.
Sou um professor de instrução primária. Há dez anos que sou professor na Escola Primária de Tenancingo, Zac. Inúmeras crianças passaram pelas carteiras da minha aula. Creio ser um bom mestre. Pensava-o até chegar esse tal Pancho Contreras. Não me ligava nenhuma e não aprendia nada, porque não queria. Os castigos, morais ou corporais, não surtiam o mínimo efeito. Olhava para mim com insolência. Eu suplicava. Punha-o fora da aula. Nada feito. Os outros míudos começaram a fazer pouco de mim. Perdi toda a autoridade e o sono e o apetite, até ao dia em que, não aguentando mais, o enforquei na árvore do pátio, para servir de exemplo.
MAUX AUB, Crimes Exemplares
como melhorar a canção da Sabrina?
Não é fácil encontrar uma resposta para esta pergunta, e duvido mesmo que o Macgyver com as suas engenhocas e os seus truques sempre debaixo da manga conseguisse limpar o nome de Portugal e evitar que a cagada que é o Dança Comigo se torne em mais um motivo de chacota nacional. Ficam duas sugestões para tentar corrigir o erro crasso que é esta canção.
sugestão nº1:
não pensem que estas batatas não têm nada a ver com aquilo a que me propus, porque têm tudo a ver. sugiro, talvez inspirado nos dourados vestidinhos das coristas,que estas comecem a canção não lá atrás, escondidas no palco, mas sim à frente da Sabrina, e que todas tenham um pacote de batatas fritas na mão. começa o playback instrumental e elas abrem os pacotes, enquanto dançam, fazendo aparecer a Sabrina. chega o momento em que a Sabrina ia começar a cantar e aí, uns segunditos antes de isso acontecer, uma das bailarinas espeta umas cinco ou seis batatas na boca da Sabrina, que as mastiga enquanto tenta cantar a canção. o som das batatas fritas a partir é único e experimentem lá em casa cantar, ou falar enquanto o fazem. sucesso garantido. não só não teríamos de ouvir a Sabrina, e o seu natural tom de voz, como iríamos conseguir muitos votos por essa Europa fora, esses que estão sempre destinados às canções mais parvas que acabam por ficar bem classificadas, como a da Alemanha 2003 ou da Lituânia 2006. conseguindo amealhar votos em países onde não há emigrantes portugueses, existiria a possibilidade de ver Portugal na final e, quiçá a alcançar o seu melhor resultado de sempre.
sugestão nº2:

nada de coreografias como a dos 2B. isso é coisa do passado. como é possível que um país como Portugal, que espeta a palavra "magia" em quase todas as suas canções eurovisivas, nunca tenha usado esse trunfo em palco? a arte da ilusão. vamos distrair o público e fazer desaparecer a Sabrina no momento em que ela ia começar a cantar. vamos deixar todos de boca aberta e a suspirar, qual Sofia em 2004, Foi Magia. Luis de Matos ao ESC, precisa-se. talvez ele consiga depois trocar os envelopes e colocar num deles o nome de PORTUGAL. acho que só mesmo assim é que íamos lá com esta coisa.
sugestão nº1:
não pensem que estas batatas não têm nada a ver com aquilo a que me propus, porque têm tudo a ver. sugiro, talvez inspirado nos dourados vestidinhos das coristas,que estas comecem a canção não lá atrás, escondidas no palco, mas sim à frente da Sabrina, e que todas tenham um pacote de batatas fritas na mão. começa o playback instrumental e elas abrem os pacotes, enquanto dançam, fazendo aparecer a Sabrina. chega o momento em que a Sabrina ia começar a cantar e aí, uns segunditos antes de isso acontecer, uma das bailarinas espeta umas cinco ou seis batatas na boca da Sabrina, que as mastiga enquanto tenta cantar a canção. o som das batatas fritas a partir é único e experimentem lá em casa cantar, ou falar enquanto o fazem. sucesso garantido. não só não teríamos de ouvir a Sabrina, e o seu natural tom de voz, como iríamos conseguir muitos votos por essa Europa fora, esses que estão sempre destinados às canções mais parvas que acabam por ficar bem classificadas, como a da Alemanha 2003 ou da Lituânia 2006. conseguindo amealhar votos em países onde não há emigrantes portugueses, existiria a possibilidade de ver Portugal na final e, quiçá a alcançar o seu melhor resultado de sempre.
sugestão nº2:
nada de coreografias como a dos 2B. isso é coisa do passado. como é possível que um país como Portugal, que espeta a palavra "magia" em quase todas as suas canções eurovisivas, nunca tenha usado esse trunfo em palco? a arte da ilusão. vamos distrair o público e fazer desaparecer a Sabrina no momento em que ela ia começar a cantar. vamos deixar todos de boca aberta e a suspirar, qual Sofia em 2004, Foi Magia. Luis de Matos ao ESC, precisa-se. talvez ele consiga depois trocar os envelopes e colocar num deles o nome de PORTUGAL. acho que só mesmo assim é que íamos lá com esta coisa.
quem é o johnny?
Mais interessante do que saber quem matou Laura Palmer, ou quem era o tubarão, coisa de tugas que não têm nada de mais inteligente para fazer, a questão que agora fervilha nos cérebros dos frequentadores do escportugal é efectivamente: quem é o johnny. Não sei quem é o johnny nem se o johnny se chama mesmo johnny ou se johnny é o nome usado pelo johnny que não é johnny para fazer crer que é johny. Mas a pergunta é um pormenor sem a mínima importância, o que importa é que o johnny que não sei se se chama esmo johnny ou se johnny é o nome usado pelo johnny que não é johnny para fazer crer que é johny, escreve coisas fantásticas e eu sou seu fã confesso, daí evocá-lo e recordar algumas das pérolas bem humoradas com que já brindou os leitores do escportugal.
Eu até acho que a Sapatilha tem boas hipóteses de chegar à final apesar de ainda não ter ouvido as outras canções. Nenhuma outra canção apresenta um guarda roupa á prova de fogo ( os vestidinhos de papel de aluminio dourado é, evidentemente um piscar de olho á beyoncé) a Sapatilha move-se em palco como uma Shakira com o peso da Valentina Torres - que balanceio mais sensual! A canção tem tudo para ficar no top 5 das festas de casamento de Agosto.
Força Sapatilha! O mundo do calçado está contigo!
dizer que a Sapatilha canta mal é vergonhoso E incorreto. Não canta bem, pronto! Não tem grande voz, seja! Agora que canta mal... NÂO! Há cantores que morrem de inveja da Sapatilha Ah pois há! Agora lembro-me assim de repente do Zé Cabra. O que ele não daria para ter a voz de rouxinol afónica da Sabrina...Além disso ela é linda e maravilhosa nem estou a ver nenhuma outra cantora tão LINDA e MARAVILHOSA, bem tirando a Anabela, a Sara Tavares, a Lúcia Moniz....enfim todas as outras cantoras portuguesas.
Força Sapatilha! O mundo maravilhoso do calçado está contigo!
E se a Europa nos pede uma canção, nós PIMBA!
Não era a minha canção favorita mas até acho que tem boas hipóteses de passar à final. Desde os vestidinhos em amianto dourado das back vocals até ao vestidinho da loja 'pérolas dos anos 80' da Sabrina, a canção tem tudo para por os carrinhos de choque a andar, o comboio do terror a apitar, o twister a girar, o frango no churrasco a fumegar... enfim é uma canção de feira popular!
deve ! deve ganhar a Eurovisão em ...em... em Braga!
A Sapatilha tem boa voz! Então, não??? Parece um rouxinol catatónico afónico a cantar...também com aquele martelar do órgão sofisticadissimo comprado na feira da brandoa não se consegue perceber do fio de voz da Sapatilha.
Força Sapatilha! O mundo do calçado está contigo!
Sapataile?
eu acho que 17º lugar é muito bom porque vem logo a seguir ao 16º e felizmente, antes do 18º. Não gostaria nada que Portugal que vai cantar na 17ª posicão cantasse depois da 18ª posição ou antes da 16ª. a 17ª posição é mesmo a melhor do meu ponto de vista. e como Portugal é o 17º a pisar o palco já não custa tanto porque antes de Portugal já outros 16 pisaram antes, assim o palco está mas pisadinho.
Força Sapatilha!
Para vossa informação, a Manuela Bravo é mãe da Sapatilha. E a Sapatilha vai subir que nem o balão...
Sobe, Sobe Sapatilha!
acho que também devia cantar em ucraniano, grego e finlandês. e para não esquecer os nossos vizinhos devia cantar tn em espanhol.
Força Sapatilha!
Go Slipper!
Fuerza Zapatiña!
Sómente para as pessoas insuficientemente influentes junto do Emanuel e que lhe expliquem que a música PODE não ser ASSIM TÃO má para o ESC ( 'pode não ser assim tão má' diz muita coisa sobre a canção...) se respeitar as seguintes condições:
1.Substituir a voz da Sapatilha, na verdade substituir a Sapatilha por uma Sandália de salto alto Manolo Blhanic;
2.Calar a Sapatilha durante os 3 minutos da canção e trazer para o palco a Romana, a Claudisabel, a Rute Marlene todas juntas
3.Arranjar um coro que não vista papel de aluminio dourado ou mesmo prateado......já pensaram em papel aderente?
4.Cantar tudo em lálálálá, a canção não é assim tão boa para impressionar........mas que impressiona, isso impressiona. Não pela positiva mas impressiona! E impressiona MAIS pelo instrumental do orgão sofisticadissimo comprado na feira da Brandoa.
5.Arranjar uma coreografia. O passinho á direita e o passinho á esquerda fica bem mas é lá em casa....dela, isto é.
6.Façam a música decrescer em intensidade desde o inicio (assim apercebem-se menos que a Sapatilha não tem voz e que a música é frouxa)
7.Arranjem uma boa aparelhagem tipo tijolo assim tem desculpa para o som parecer 'algo' amador
8.Ponham-na na piscina para o videoclip com um biquini reduzido e com o top a cair como já foi feiro nos anos 80 com sucesso quando cantava Boys, Boys Boys.
Se alguém pudesse passar esta mensagem ao Emanuel por favor grave e coloque no Youtube, ficava grato pelo apreço que nutro pelo humor inglés há muitos anos, não apenas pelo Festival mas pela música pimba em geral.
Força Sapatilha!
O maravilhoso mundo do calçado está contigo!
Acho adequado a Sapatilha rumar ao EURO2008 porque certamente terá mais talento a pontapatear uma boa de futebol que a tentar extrair sons afinados e cristalinos da sua garganta, já para não falar na impossibilidade de lhe atribuir qualquer grau de competência na arte da dança, a que o título da canção ironicamente se refere.
De longe me parece que a canção representada pela Bulgária no Eurofestival deste ano estar muito acima da qualidade geral das restantes canções. Sou Português mas não sou acéfalo nem surdo.
Contudo desejo a melhor classificação possível à Sapatilha apesar da canção mediocre e da sua interpretação sofrível.
Boa Sorte Sapatilha, bem vais precisar.
Força Sapatilha!
O maravilhoso mundo do calçado está contigo!
Espero que este johnny ande por aí. E que continue sempre bem disposto a fazer os seus oportunos e interessantes comentários. Os seus fãs, como eu, agradecem.
oh... TRAGÉDIA
oh... afinal a Sabrina não vai ter videoclip. oh... e agora? coitada da Sabrina, que deve de estar inconsolável agora que perdeu a oportunidade de ter um videoclip, quiçá, a única oportunidade na sua carreira em que iria ter um videoclip, e o Emanuel afinal deu cabo dos sonhos dela, e agora ela não vai ter um videoclip e o videoclip era a vida da Sabrina que ia para o videoclip e o videoclip era a Sabrina, mas oh... não vale a pena chorar, Sabrina, porque esta é só a primeira desilusão, convém não te habituares nem sonhares muito alto, porque como o videoclip que era e depois não foi, outras desilusões vais sentir. oh... pobre Sabrina que largou a oportunidade de um dia ser chefe de vendas na Zara ou na Parfois ou assim para representar Portugal na Eurovisão e ter um videoclip e agora não vai ter um videoclip, se calhar até era um videoclip como os do Emanuel que eu estive a ver no youtube e por isso é melhor não ter um videoclip do que ter um videoclip como os videoclip do Emanuel. oh... Sabrina, não gastes as tuas lágrimas para já, o pior ainda vai acontecer, o tacão ainda não se partiu e vais arrepender-te de não ter subido ao palco com umas sabrinas, sim, porque Sabrinas querem-se de sabrinas e se a Sabrina não usa sabrina então não vai ter videoclip como os videoclip do Emanuel com as festas e as mulheres de bigode e as festas e as danças e oh... sabrina, pobre Sabrina que ficou sem videoclip, isto é pior do que morrer, criam-se expectativas e depois geram-se desilusões, mas oh Sabrina, onde é que que estavas com a cabeça quando decidiste meter-te nisto, tu e o teu corpo e as tuas sabrinas que não usas mas deves de ter, tu que és Sabrina e agora não tens videoclip.
outra Diva para 2001
tivemos uma Michelle

e uma Natasha

mas também poderíamos ter tido uma Giorgia

se a Itália participasse no Festival da Eurovisão. Vencedora do prestigiante Festival de San Remo nesse mesmo ano, com a belíssima canção Di sole e d'azzurro, a sua presença iria tornar mais rico o Eurofestival de 2001. Pela beleza, pela elegância, pela voz. Outra DIVA, com certeza. Tudo o que a Sabrina nunca será.
e uma Natasha
mas também poderíamos ter tido uma Giorgia
se a Itália participasse no Festival da Eurovisão. Vencedora do prestigiante Festival de San Remo nesse mesmo ano, com a belíssima canção Di sole e d'azzurro, a sua presença iria tornar mais rico o Eurofestival de 2001. Pela beleza, pela elegância, pela voz. Outra DIVA, com certeza. Tudo o que a Sabrina nunca será.
o novo look de Sabrina
Largou o vestidinho do Festival da Canção e livrou-se da franja, que já era a sua imagem de marca. Cointinua loirinha. Com umas argolas que comprou na Parfois, e que continuam tão na moda na margem sul do Tejo, e um terço ao pescoço, comprado no Santuário de Fátima, com uns calções de ganga que têm tanto de horroroso como de pacóvio, Sabrina desempenha cada vez melhor o seu papel de cantora pimba, não só na voz e na postura em palco, como já nos tinha provado, como na aparência e na alma. Perfeita para actuar no baile do Chupa-Chupa e para arrancar suspiros a homens abigodados que escarram para o chão e seguram os tomates, enquanto a fodem com os olhos.
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